Ele vinha de longe, ansioso por estar em casa após uma viagem.
Ela rabiscava a agenda. Ele ouvia Cidadão Quem.
E, sem explicação viável, ambos tagarelaram juntos, tímidos, aflitos.
Ele 'posso saber teu nome?, ela 'eu sabia que querias perguntar algo'.
Eles riram. Riram um bocado, e, quando toda a graça teve fim, ela voltou a anotar.
Ela queria saber o que era a maçonaria, a wicca, os totems. E anotava mais um tanto que parecia não ter fim.
Ele queria saber o nome da moça concentrada e talvez um pouco frenética.
Ele insiste. Ela aponta para a imensa bolsa bordada com nome, sobrenome e curso.
Ele a lê. Ela responde, em voz alta, que adoraria saber o que as pessoas do ônibus pensam àquelas horas da noite.
Ele não a entende. Pensa que ela é filósofa demais para deixar que o assunto flua.
Ele desiste do possível - ou impossível? - diálogo.
E, meia hora mais tarde, hora de descer. Caminhar até seu lar, dormir, sonhar.

Podiamos escrever um livro juntas. ehehe
ResponderExcluirAdoro tuas ideias, minha lindinha, brincas com as palavras e produzes maravilhas!! Tu és 10!!
Sabes que me parece uma ótima ideia?! Poderíamos pensar MESMO nisso. E... obrigada!
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