domingo, 10 de abril de 2011

A boa música


Lamento todos os dias pelo que a minha geração ouve, absorta pelos fones de ouvido em cada lugar por onde passo.
Não sei se é mais triste ver que a Lady Gaga ganha mais prêmios que o U2 ou que os adolescentes conhecem apenas as regravações toscas de músicas escritas pelo Paul McCartney.

Acompanhei de perto o auê gerado por declarações de cantores jovens como Miley Cyrus. Embora eu não a admire por uma série de razões que julgo extremamente plausíveis, confesso que considerei o que ele andou falando sobre alguns jovens cantores do cenário atual.

Não condeno Justin Bieber. Não repudio Restart. Não gosto e recuso-me a escutar suas canções, mas isso não me faz a dona da verdade, de forma alguma. Mas, de certa forma, sinto-me consolada sabendo que, cedo ou tarde, eles sumirão.
Meus filhos, ainda que eu pense em lhes dar absoluta liberdade para estabelecer gostos e opiniões, terão a oportunidade de conhecer os inesquecíveis reis do Ié Ié Ié, os poemas de Gessinger e Leindecker, o bondoso Bono, os doces refrões dos Bee Gees e, quem sabe, serão admiradores do figurino irreverente do grande Mercury ou da voz grave do nosso querido Renato Russo.


Um comentário:

  1. Amei mona, sou adepta a mesma filosofia de seletividade que segues. Mas somos poucos, minoria.. e como disseste logo logo as figuras que surgem e fazem um sucesso estrondoso sumirão. Só tenha certeza que outras virão, esse processo não acaba nunca. Sorte a nossa termos o imenso prazer de não se fazer por influenciar por tendências. Um beijão.

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